Gouveia e Melo: um populista de farda como epitáfio da democracia

(Por Pedro Almeida Vieira, in Página Um, 01/06/2025)

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Portugal vive hoje sob um regime político que se apresenta como democrático, mas que já não o é. Persistem as eleições, os parlamentos, os jornais, os partidos, os discursos inflamados na Avenida da Liberdade para comemorar o 25 de Abril. Não há perseguições nem presos políticos. Mas falta-lhes todo o resto. Falta já a substância.

A democracia portuguesa – e, por extensão, a de toda a União Europeia – tornou-se um teatro de sombras, onde os actores se movimentam obedientes a um guião traçado por interesses supranacionais, alheios à vontade popular. A liberdade política esvai-se sem tiros nem quarteladas, numa erosão subtil, mas implacável, em que o cidadão comum é reduzido a figurante.

Tal como em Matrix, os portugueses continuam a acreditar que vivem numa democracia porque ainda votam, ainda discutem política, ainda protestam de vez em quando. Mas já não mandam. Já não decidem. Já não influenciam. O poder efectivo – aquele que determina o rumo da Economia, os modelos de governação, os critérios de financiamento, as regras sociais, os limites da acção individual e colectiva – reside noutras mãos. Mãos frias, cinzentas, instaladas em Bruxelas, Estrasburgo e Frankfurt. Mãos de burocratas não eleitos, ou eleitos por cliques governamentais sem qualquer representação directa de vontades nacionais. A Comissão Europeia, hoje desprovida de qualquer sentido de solidariedade ou humanismo, tornou-se uma instância autocrática que olha para os cidadãos como carne para canhão, peças sacrificáveis num tabuleiro de xadrez onde só importa proteger o rei e os bispos.

Onde antes se vislumbrava um projecto de desenvolvimento económico e social, temos agora um modelo de gestão tecnocrática e autoritária, que invoca a “governança” para justificar a opressão fiscal, a vigilância digital, a neutralização da dissidência e o esvaziamento do Estado-Nação. Em nome da estabilidade, da transição ecológica, da saúde pública ou da “resiliência”, tudo é permitido – menos resistir.

A comunicação social mainstream, falida e dependente cada vez mais do ‘oxigénio’ das corporações e do Estado – porque os seus clientes tradicionais, os leitores, já não lhe concedem a credibilidade e o valor económico de outrora –, traiu os seus princípios. Neste novo cenário, deixou de ser watchdog para ser o petdog, abanando a cauda a cada migalha do poder.

Portugal, outrora nação soberana, é hoje um protectorado sem identidade política – mais submisso aos ditames dos comissários europeus do que o foi à Coroa espanhola entre 1580 e 1640. A diferença é que, ao menos, o domínio filipino não disfarçava a sua natureza. Hoje, os nossos dirigentes sorriem, assinam, bajulam e até agradecem por sermos tutelados. E não são apenas os burocratas estrangeiros os culpados: são, sobretudo, os nossos próprios políticos, que cedo perceberam que em Bruxelas há mais poder, mais visibilidade e melhores poisos do que em São Bento. De Durão Barroso a António Costa, temos assistido a uma sucessão de ambiciosos que trocaram a lealdade à pátria pela ascensão nas hierarquias internacionais. Portugal serve já apenas como trampolim.

E, no entanto, os tempos difíceis não surgem apenas do exterior. A deriva antidemocrática alastra também no plano interno, disfarçada sob novas roupagens. Se muitos se escandalizam com o Chega – e bem, diga-se, pois a retórica populista não oferece soluções, apenas ressentimentos –, poucos se apercebem de que o verdadeiro risco está na emergência de uma nova direita pretensamente respeitável, que nasce das borralhas de um antigo PSD e CDS e que se tenta reabilitar à boleia de uma figura tão popular quanto perigosa: o Almirante Gouveia e Melo.

Há quem trema com os apoiantes do Chega. Eu tremo tanto ou mais com os que se juntam, discretamente, em redor de Gouveia e Melo. Começa-se pelo novo BFF (best friend forever) do Almirante: Isaltino Morais, o velho cacique que gere Oeiras como um paxá num feudo medieval. Junte-se-lhe Rui Rio, o ex-presidente do PSD, agora mandatário da candidatura a Belém, com contas a ajustar com os seus ‘fantasmas’ que o impediram de ser primeiro-ministro. Adicione-se ‘senadores’ reformados do PSD ou derrotados do CDS, bem da vida por terem aproveitado da rede de contactos políticos uma existência inteira, mas saudosistas das luzes da ribalta, como Ângelo Correia, António Martins da Cruz e Francisco Rodrigues dos Santos. Esta frente discreta, mas não menos inquietante, de figuras em busca de redenção ou vingança compõe um coro de sombras que encontra em Gouveia e Melo uma âncora, um novo D. Sebastião vestido de almirante. É isso que tentam vender.

Aliás, de entre os sete fundadores e membros da direcção de apoio ao Almirante – Honrar Portugal, que curiosamente repete uma denominação com laivos de Estado Novo de um grupo de pensamento do Chega no Facebook –, não é de admirar que haja quatro especialistas em marketing, porque Gouveia e Melo é um produto apenas com embalagem: Carlos Sá, Catarina Santos Cunha, Manuel Vaz e Tiago Mogadouro. De facto, bem precisam de vender um senhor que de carisma tem zero, sem um pensamento teórico, político ou social minimamente estruturado sobre assunto algum, que lê o teleponto como um boneco de cera – talvez seguindo as recomendações de Tiago Mogadouro, que é director-geral do Museu Madame Tussaud, em Nova Iorque.

Mas mais preocupante ainda é ver neste grupo avançado de lugares-tenentes de Gouveia e Melo – que se tornou conhecido por ter sido o director logístico de um produto (vacinas contra a covid-19) durante três trimestres – uma constitucionalista, Teresa Violante, que já defendeu, sem pudor, que houve, sim, atropelos constitucionais durante a pandemia, mas que tal problema se resolve facilmente: basta mudar a Constituição. Talvez também queira mudar a Constituição para que os atropelos cometidos por Gouveia e Melo, na sua sanha justiceira a bordo do NRP Mondego, se tornem legais.

É este o perigo de se embarcar em populistas – que é exactamente aquilo que Gouveia e Melo é. Se a lei incomoda, muda-se a lei. Se os direitos atrapalham, cortam-se os direitos. Tudo pela eficácia – e ele já defendeu ser contra a burocracia, porque, hélas, promove a corrupção. A democracia, com os seus equilíbrios, os seus freios e contrapesos, os seus incómodos, é hoje vista como um obstáculo.

O problema da crise dos partidos tradicionais, que fizeram crescer os populismos e os extremismos, faz também ‘nascer’ este tipo de figuras que, tal como André Ventura, querem mudança – mas essa mudança vem acompanhada de veneno. Em vez de vir revestida de ideias, vem mascarada com palavras como “modernização”, “responsabilidade” ou “realismo”. Traz, na verdade, um conteúdo bem mais sinistro: menos democracia, mais controlo.

Gouveia e Melo é o rosto ideal para esta operação – e será talvez o mais desejado aliado, mesmo que involuntário, de André Ventura. Se Gouveia e Melo for eleito para Belém, aí teremos um populista sem ideias – ou com ideias feitas por outros –, mas com farda e voz grave. Um produto de marketing, com teleponto e conselheiros.

Um símbolo de autoridade artificial, que seduz quem anseia por ordem, mas não percebe que está a abrir caminho ao autoritarismo. A ascensão de Gouveia e Melo não representa apenas um risco político: representa um sinal de desespero democrático. Quando o povo deposita as esperanças num almirante vazio de pensamento, é porque já perdeu a confiança nos partidos, nas instituições, na democracia em si mesma.

Portugal vive, pois, um tempo de simulacro: simulacro de soberania, simulacro de debate, simulacro de escolha. E como em todos os simulacros, o espectáculo continua – com Gouveia e Melo em Belém seguirá, pois, em agonia, já sem alma, sem sentido e sem verdade.

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27 pensamentos sobre “Gouveia e Melo: um populista de farda como epitáfio da democracia

  1. A ser verdade que nenhum chegano se candidata, vamos tratar de ver se o homem não passa logo a primeira volta.
    Depois e votar em qualquer que seja o outro que passe, quer seja o matraquilho do Marques Mendes ou o Seguro Inseguro.
    Pelo último tenho especial antipatia desde o tempo das “abstenções indignadas” dos tempos da troika quando nem disso precisava o Governo dado ter maioria absoluta.
    A coisa visava apenas desmobilizar o povo de qualquer contestação convencendo nos que alternativa não havia além da degradação completa das nossas condições de vida.
    Nas eleições que opuseram Mário Soares a Freitas era demasiado novo para engolir o sapo que muitos engoliram, até houve quem garantisse ter engolido um elefante.
    Mas desta vez engulo o sapo que for preciso.
    Por muitos vencidos da vida que tenhamos entre nós, por muita gente a quem lixar a vida dos outros interessa mais que melhorar a sua, por muita gente russofobica, pro sionista, errada, que tenhamos, nenhum povo merece um presidente destes.
    Não podemos cair nas unhas de um monstro destes.
    Por isso e esperar que não corra tudo o pior possível logo a primeira.
    E que, tal como nas eleições em que parecia que o candidato de direita já tinha tudo ganho, algo de menos mau aconteca.
    Por os verdadeiros amantes da vida e da liberdade saírem de casa. Engolirem o sapo, o elefante, até um dinossauro se for preciso.
    Este e muito pior do que certamente seria Freitas, que mais tarde se revelou um homem corajoso, digno e com vergonha na cara quando se tratou de condenar os crimes sionistas e o latrocínio que foi a invasão e ocupação do Iraque.
    Este e um desequilibrado que acha que impediu uma invasão russa que mandara tudo e todos quantos puder para a frente russa.
    Vale a pena pensar nisto.

  2. Aliena-se e imbeciliza-se as massas com doses cavalares de programas futebolísticos e outros tais, recheados de futilidades diversas, que a própria esquerda, para se publicitar, não deixa, quando convidada, de alimentar com a sua presença e, depois, a dita esquerda queixa-se de falta de discernimento das massas ao votar num qualquer «4º Pastorinho» ou «D. Sebastião»!
    A mesma esquerda «erudita» que é capaz de denunciar um «Correio da Manhã» como sendo um «pasquim», mas que não deixa de assinar nele uma colunazinha de opinião, se para isso for convidada!
    Ou seja, qual contradição de termos, procura-se combater um sistema alimentando-o.
    Ou, à falta de cultura devida, qual Zé Povinho, estarei a ver mal a coisa?

    • Pois é, mas só recorrendo à ficção científica poderia ter um vislumbre da epopeia que nos espera mais à frente, cujo episódio piloto já nos vão anunciando a pouco e pouco, com teasers, reclames, entrevistas. Daí que pedi à IA uma representação fidedigna de todo este imbróglio presente e futuro encabeçado pelo Marmelo e o AVentura, inspirado em duas personagens míticas da televisão, na esperança de elevar o astral e não aprofundar o problema, o desespero e a depressão. Sem sucesso. Coincidentemente, hoje vieram cá a casa arranjar o esquentador, que também é Vulcano. O esquentador afinal trabalhou, mas como estava dentro do prazo da garantia, foi mesmo assim substituída a válvula por uma novinha em folha. Já ao Vulcano Ventura, que sofre de refluxo esofágico, e ao Humano Marmelo, com as suas alucinações náuticas, faltam-lhes uns parafusos, e não têm conserto. Eles que voem para o espaço longíquo, a bordo da USS Empreendimento. Aproveitem e passem em Titã e vão ver se o mar dá choco.

      • Eh pá! Cuidado! Também vieram cá a casa arranjar-me o esquentador, que também é Vulcano, há uns 15 dias! Era “a sonda”, que acabou substituída, coitada, agora já não acabo o banho com água fria, como acontecia por vezes. O meu Vulcano é primo do Spok, mas bem velhinho, fora da garantia, isto só pode ser pandemia! Ou então sabotagem da Mossad, já que somos todos uma cambada de anti-semitas!

    • Além disso, alguém terá de nos proteger das inúmeras espécies invasoras, desde os vírus-corona em mutação, passando pelos achegans e salmões de viveiro, até aos zeta-reticulianos que estão aliados aos russos – estes então pintados de fresco! Quem melhor que o Demagogo Xenófobo e o Pica Sem Miolos para tratar destes assuntos de segurança nacional e genética, e ao mesmo tempo privatizar e vender meio Alentejo e as Reservas Ecológicas Nacionais à Monsanto, à BlackRock e à mineração intensiva de terras raras, Bitcoin e quejandos? E Portugal vai-se transformar numa potência tecno-industrial e vai chegar à Lua primeiro que o Elon SpaceX a Marte!

  3. Agradeço também ao Zé Povinho, Merece, claro! As minhas desculpas por não o ter mencionado de imediato. São muito úteis as sugestões e comentários que vários leitores aqui deixam. Todos nos enriquecemos mais com estes textos e comentários. Bem hajam todos!

  4. Belíssimo texto de Pedro Vieira! Agradeço imenso ao autor do Blog Estátua de Sal por tê-lo partilhado aqui. Subscrevo inteiramente o que diz sobre o nosso triste País à beira-mar abandonado à sua sorte…um naufrago… Agora surge esse execrável almirante marmelo para lhe dar uma boleia num barco sem fundo…Vai escravizar o povo, aniquilá-lo de vez! É o golpe final.Com essa corja, Portugal será somente um “big amazing call-center” com colaboradores_escravos e eles, os esclavagistas, a viver à nossa custa para sempre. Pobre país indefeso…Esse almirante fascista e os socialistas neoliberais nunca levarão o meu voto!!

  5. E sim, os portugueses teem essa singular capacidade para não gostar de pensar, preferirem andar as ordens de um qualquer capataz.
    Salazar chegou a dizer com as letras todas que os portugueses não precisavam de pensar pois que tinham uma cabeça que pensava por eles.
    E o problema e que muitos anseiam por ter uma cabeça que pense por eles mesmo que se trate de alguém que não consegue afivelar um discurso coerente como o tal almirante na reserva.
    Isto tem tudo para correr mal.

  6. E o Ventura já anunciou que não será presidente da República.
    Se mais provas queríamos de que o sujeito e facho aqui estão.
    Ventura não se candidata porque sabe que terá em Gouveia e Melo um presidente da mesma cor.
    A ideia é mesmo um presidente e outro primeiro ministro pois que na sua assustadora entrevista o senhor disse com as letras todas que dissolveria a Assembleia seca percepção da corrupção fosse muita e que não hesitaria em dar posse a Ventura se o povo o elegesse.
    E como esta extrema direita tem selo de qualidade, está disposta a tirar nos tudo para gastar em armas, a mandar a nossa gente para a guerra na Ucrânia, a apoiar o sionismo, aqui não vai haver anulação de eleições ou uma carta criatividade na contagem de votos como houve na Romênia.
    Esta extrema direita tem selo de qualidade como tem Javier Milei.
    O homem tem cortado tudo, a pobreza e galopante e há emigração em massa mas a UNICEF veio dizer que a pobreza infantil desceu por lá.
    Ora, se sobe a pobreza, o desemprego, os apoios sociais são cortados pela raiz expliquem me lá como se tivesse quatro anos como e que a pobreza infantil desceu. Só se for como aquela anedota em que um magnata armado em bonzinho chega a uma terra de fome e pergunta ao ditador, “quantos famintos teem”, “dois milhões”.
    O magnata deixa uma boa máquina e, dois anos depois, volta lá.
    E pergunta novamente quantos famintos há. “Um milhão”. “Então o meu donativo resultou”. “Não, o outro milhão já morreu de fome”.
    Só se as crianças mais pobres ou já morreram de fome ou os pais emigraram levando as consigo.
    Mas também Portugal será visto como um oásis de abundância mesmo que a fome corra solta pois que me parece que apoios sociais só terao as familias que mandarem e perderem um filho na frente de combate na Ucrânia.
    Mas quando a extrema direita tem selo de qualidade, o Milei ate se converteu ao judaísmo, espero que pelo menos o Marmelo e o Pastorinho não nos envergonhem tanto, até se arranja diminuição da pobreza infantil quando a pobreza de todos cresce.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

  7. Pastor ou cão pastor, eis a questão!

    “Ora vamo lá a ver”, como diz o Costa, de conselheiros conselheiro e sipaio de quem tem dinheiro! O grande atractivo, o principal atractivo, o pai de todos os atractivos do Almirante Marmelo são as saudades que os borregos têm de ser mandados, conduzidos, de quem lhes diga para onde ir, que lhes poupe essa trabalheira desagradável, essa estúpida perda de tempo que se chama pensar, essa excentricidade fútil e anacrónica de sobre passado, presente e futuro reflectir e decidir. Os borregos anseiam por um pastor que os leve à pastagem, mesmo se na pastagem não sobra erva. Falta saber se o Marmelo é pastor ou cão pastor, de ouvido atento às ordens e assobios de um pastor verdadeiro. Que se farta de ladrar, e ladra grosso, pelo menos isso é garantido!

  8. Temos aqui um “Regenerador” da Direita… agora cada um interpreta como entende.
    Estamos perante uma “curva apertada à direita”, e vamos ver se não espetam o bólide logo ali, neste Rali. Também, se não for nessa, será na próxima “contra-curva à esquerda”. Com o co-piloto AVentura, não há curvas à esquerda! Ou mesmo que o co-piloto seja o Almirante Marmelo!

    • Que grande dupla, o Almirante Marmelo e o AVentura!

      Parece uma versão melhorada do Major Alvega, só que em vez da Força Aérea é a elite da Marinha. E ainda temos como bónus a personagem coadjuvante do Capelão (que foi de férias para as Malvinas até Setembro, à espera dos progressos da coligação AVentura & Marmelo para vir cantá-los)!

    • Almirante & AVentura, a dupla que perdura!

      Ex-libris da contemporaneidade, encarnações do Zeitgeist, expoentes máximos da Lusitânia do século XXI…

      Plus Ultra, Mais Além… “salvar/unir Portugal” + “derrota estratégica da Rússia”, 2 em 1.

  9. Hoje (para não variar) há palhaços! Ao formalizar a sua candidatura, o vaidosinho António José Seguro deu um contributo gigante para a vitória do submarinista vaidosão. Das duas três: ou, além de vaidosinho, é estúpido que nem uma porta se acredita que tem alguma hipótese. Ou então sabe que as hipóteses são nulas e, saudoso da ribalta, quer apenas ser visto, ‘ouvisto’ e admirado (pensa ele de que) durante uns mesinhos, sabendo perfeitamente que os seus ridículos passinhos de dança reforçam as hipóteses do vaidosão. Se a competição fosse para escolha do maior umbigo, o vaidosinho poderia ter uma hipótese contra o vaidosão, mas não é. Proponho um crowdfunding para oferecer um tutu a António José Seguro, o ‘gracioso’ Miss(o) Piggy do PS.

  10. Gouveia e Melo: “Se a Europa for atacada e a NATO nos exigir, vamos morrer onde tivermos de morrer para a defender”

    https://www.dn.pt/politica/gouveia-e-melo-se-a-europa-for-atacada-e-a-nato-nos-exigir-vamos-morrer-onde-tivermos-de-morrer-para-a-defender

    Para esclarecer os portugueses sobre o que pensa das funções do Presidente da República nem precisa falar mais.

    “Obedecei, que eu venho cá apenas para transmitir ordens superiores”

    Não se arranja um lugar para este aspirante a cabo de esquadra?

  11. Sim, o homem é mais perigoso que o Chega.
    O seu discurso e fascismo em estado puro, a mesma conversa da treta sobre a existência de uma casta privilegiada de políticos, da necessidade de ordem e até um ataque cerrado ao sistema público de saúde sob o pretexto que o sistema e um desperdício de dinheiro por estar desorganizado.
    Já quanto a gastos com militarismo, para o senhor não deve haver limites.
    A entrevista que o senhor deu a CNN e simplesmente assustadora.
    Depois de andarmos a passar atestados em psiquiatria ao Putin talvez este seja o castigo reservado.
    Ter como primeiro magistrado da nação alguém que acredita que impediu uma invasão russa. Alguém em cuja sanidade mental não nos podemos fiar muito.
    Parece não ter ums noção clara dos limites dos poderes presidenciais.
    Vai de certeza arranjar pretexto para irmos outra vez a votos assim que vir que a intoxicação da opinião pública em curso podera dar uma maioria ao Chega.
    Será o fim da pouca liberdade que nos resta.
    Eu não vejo maneira de impedir que esta pessoa perigosa se torne o próximo presidente da República.
    Assim houvesse qualquer possibilidade desta gente acordar mas não me parece que haja nenhuma.
    Estamos lixados com f grande e resta nos seguir o calvário já percorrido pelo Brasil com Bolsonaro.
    A nossa sorte e que os poderes presidenciais em Portugal são muito mais limitados que no Brasil mas mesmo assim isto pode correr tudo muito mal.

  12. Eu não tinha dito que este texto do Pedro Almeida, pelas verdades nele contidas, merecia honra de Estátua de Sal?😊

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